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Em 2016 as indenizações registraram redução em relação a 2015

Em meio a tantas notícias ruins, nada como um sopro de otimismo em relação à violência do trânsito brasileiro. No portal na internet da Seguradora Líder, responsável pelo pagamento de indenizações por mortes e feridos em acidentes, o boletim estatístico relativo ao ano passado trouxe uma grande surpresa. Apesar de escassa repercussão nos meios de comunicação está lá com todas as letras:

“Em 2016 as indenizações gerais pagas pelo Dpvat (Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) registraram redução ante o ano de 2015. Os casos de invalidez permanente, apesar de representarem a maioria das indenizações no período (80%), caíram 33%. As mortes reduziram-se em 21% e sua participação foi menor em relação às demais coberturas (7%). Em despesas médicas houve 42% menos indenizações.”

Em números absolutos perderam a vida em ruas e estradas do Brasil no ano passado 33.547 pessoas entre motoristas, pedestres e motociclistas. Ainda de acordo com o citado boletim estatístico, prossegue a mesma tendência dos anos anteriores: a motocicleta representou a maior parte das indenizações, 76%, apesar de significar apenas 27% da frota nacional.

Ao levar em conta que apenas cinco anos atrás as vítimas em acidentes fatais chegaram a mais de 55 mil pelo mesmo critério estatístico, a evolução para melhor impressiona. Claro que ressalvas precisam ser feitas. Antes os pedidos de indenização retroagiam dez anos (agora, três anos), um incentivo a fraudes. A própria Líder deve ter apertado seus controles sobre indenizações suspeitas depois de casos rumorosos apontados em investigações. A frota brasileira de veículos também diminuiu drasticamente o ritmo de crescimento, como já registrado nesta coluna.

Ao mesmo tempo, a retração de consumo de combustível por veículos leves em grandes centros urbanos aponta para menos circulação e, portanto, menor probabilidade de acidentes. Ainda assim, esses dados indicam um cenário alentador em termos de esforço com resultados de governos, entidades públicas, organizações civis e não governamentais, além de melhoria nos próprios veículos em circulação tanto em segurança passiva quanto ativa.

Um dos movimentos marcantes é o Maio Amarelo, mês dedicado a estimular ações coordenadas e incentivadas pelo Observatório Nacional de Segurança Viária com apoio de entidades de vários setores. Contabilizado ao longo de junho passado os números impressionam.

Mais de 4.000 ações em diversas cidades do país; 80 mil likes nas páginas oficiais do Movimento no Facebook; 5 milhões de pessoas alcançadas no Facebook, 500 mil acessos no site do Maio Amarelo (entre janeiro e maio de 2017); mais de 4.000 empresas e entidades (públicas e particulares) promoveram atividades; 2 milhões de visualizações nos dois vídeos da campanha; mais de 385% de aumento de mídia espontânea em relação a 2016 e mais de 115% de aumento nas palavras “Maio Amarelo” em pesquisas do Google.

Vamos agir juntos por um trânsito mais seguro. Que o bom resultado de 2016 seja tendência e não apenas melhora pontual. Um estímulo para todos.

Fonte: Fernando Calmon

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