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Por Motor1

Cub ganhou freios combinados e, na versão 125i, um design que lembra as scooters

Quem viveu os anos 1990 deve se lembrar do jingle “Honda Biz, com tudo ela combina, só não combina com posto de gasolina”. Este modelo tem o nome derivado de seu projeto, o Brasil’ Cub, que abreviado virou B’s Cub e, pronunciado pelos japoneses, ficou Biz. Trata-se de uma derivação da Honda Dream, sonho de Soichiro Honda, fundador da marca, que existe desde 1958 e já atingiu a marca de 100 milhões de unidades vendidas no mundo.

O que é?

A brasileira C 100 Biz substituiu a Dream em 1998, inovando com seu formato mais próximo de uma scooter e o útil porta-objetos embaixo do banco. Durante estes anos passou por diversas evoluções e, segundo a Honda, é a motocicleta que detém o maior índice de fidelização da marca. Ou seja, quem tem uma acaba trocando por outra. Atualmente, a pequena notável está sendo comercializada em duas versões: 110i e a 125i, ambas renovadas para a linha 2018.
Mais “espartana”, a 110i tem pintura sólida, painel mais simples, rodas raiadas e freios a tambor na dianteira, com CBS (Combined Brake System). O sistema atua por cabos e faz com que, ao se acionar o freio traseiro, o dianteiro também funcione em até 30% de sua capacidade. Apesar da menor cilindrada, esta está uma geração à frente da 125 cc em termos construtivos, com melhor rendimento térmico, sendo apenas 0,9 cv menos potente (8,3 cv a 7.250 rpm contra 9,2 cv a 7.500 rpm). Por ter sua venda concentrada em regiões onde o etanol é escasso e tem preço elevado, a Honda oferece-o apenas na versão a gasolina. O câmbio é rotativo de 4 marchas com todas para baixo, não sendo necessário reduzi-las para retornar à posição Neutro (basta um leve toque no pedal no mesmo sentido). A embreagem é automática.
O chassi mantém o formato anterior, monobloco em aço tubular, porém foi atualizado em termos de qualificação dos materiais e processos de soldagem. As suspensões mantiveram suas especificações e, devido à chegada do CBS, a dianteira foi recalibrada, ficando mais firme. Além disso, melhorias no sistema de recarga da bateria permitiram a retirada do pedal de partida dos dois modelos.
Esteticamente, ambas trazem o mesmo design, com novas carenagens, novo bloco ótico e luzes de posicionamento, novos botões de comando, novas alças do garupa em alumínio, nova lanterna traseira com os piscas integrados e o porta objetos, sob o assento, agora acionado através da ignição. O compartimento teve sua parte superior ampliada e ganhou uma tomada de 12V. Já o gancho para pendurar sacolas, situado no escudo frontal, agora é retrátil e fixa as alças das mesmas. Quanto aos painéis, a 110i vem com velocímetro e indicador de combustível analógicos, enquanto a 125i traz painel digital mais completo. Ambas possuem indicador de rodagem econômica.
Com as mesmas características, porém, mais sofisticada e equipada, a 125i vem com pintura perolizada, banco e painéis internos na cor caramelo, rodas de liga leve, freio a disco na dianteira (CBS acionado hidraulicamente) e motor flex com mais torque em baixas rotações. No entanto, a 110i e a 125i apresentaram velocidades finais equivalentes em testes: nas medições do Instituto Mauá de Tecnologia, utilizando gasolina, foram 96,6 km/h contra 96,7 km/h da irmã 110i.

Como anda?

Para as primeiras impressões de pilotagem, estivemos no CETH (Centro Educacional de Transito Honda) em Indaiatuba, no interior de São Paulo. Inicialmente, os instrutores deram uma demonstração de frenagem utilizando somente o freio traseiro. Visualmente já foi possível notar o encurtamento da distância até a parada na motocicleta com freios combinados. Na prática, em testes realizados pela Mauá, de 60 km/h até a parada completa houve redução de 5 metros na 110i e de 6,7 m na 125i.
Em seguida, realizamos algumas voltas na 125i alternando com o modelo atual e o anterior, num circuito preparado com cones dentro do Centro. Praticando slalom e curvas fechadas de 180 graus, deu para perceber a agilidade e facilidade de condução da Biz, bem como a nova (e melhor) forma de freá-la. Partimos então para o teste de rua, inicialmente com a 110i. Em termos ergonômicos elas são iguais: a postura é ereta, o guidão é estreito (714 mm), a leitura do painel é fácil, e os comandos são padrão Honda, com bom tamanho e formato. O banco inteiriço é amplo, macio e tem formato de sela para o piloto, enquanto as pedaleiras se posicionam na mesma linha do assento, deixando a posição confortável.
Em movimento, a “motinho” é ágil e estreita, enquanto a suspensão absorve bem as irregularidades. Rapidamente me pego circulando entre os carros com grande facilidade, apenas “apanhando” com as 4 marchas para baixo. Já os freios a tambor são fracos. A meu ver não deveriam estar mais na dianteira, assim como os carburadores não estão mais nos motores.
Na hora de trocar para a 125i e a sensação é de que peguei um modelo “luxo”, pelo visual e belo painel. Essa é mais “nervosinha” por conta do torque ligeiramente maior e que aparece antes, de 1,04 kgfm a 3.500 contra 0,89 kgfm a 5.500 rpm da 110i. A frenagem com o disco na frente também é mais adequada ao conjunto. No conjunto, a 125i é mais “gostosa” de pilotar.

Quanto custa?

Durante a apresentação perguntei a funcionários da Honda o que levaria o usuário a comprar uma Cub em vez de uma scooter. Das respostas, a que mais convenceu foi o caso de ser a única moto da casa e com o propósito de não somente se deslocar, sendo que a Cub seria preferida pela mescla de moto (com câmbio) com scoooter (porta-objetos sob o banco). Mas claro que conta aí também o preço mais acessível da Biz em relação a uma PCX, por exemplo.
Tendo como base o estado de São Paulo, a Biz 110i linha 2018 está sendo lançada por R$ 7.590 nas cores Vermelha e Branca, ambas sólidas. A 125i sai por R$ 9.390 nas cores Preto, Laranja, Vermelho e Branco, perolizadas. A garantia é de 3 anos, com direito a 7 trocas de óleo gratuitas.
Por Eduardo Silveira
Fotos: divulgação

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